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Porque o Saúde Empresa ficou 14% mais caro PDF Imprimir E-mail
Os brasileiros usaram mais o plano de saúde das empresas no ano passado. Desta forma, o custo médio mensal da assistência médica às empresas cresceu 14% em 2009, revelou pesquisa realizada pela consultoria em Recursos Humanos Mercer.

O medo da crise e da Gripe A fizeram aumentar o uso dos planos de saúde e, além disso, os custos destes benefícios para as empresas.

Com medo da demissão, por conta da crise mundial, os funcionários tendem a usar mais o plano, marcando consultas e exames. A utilização ambulatorial aumentou também, por causa do susto inicial da nova gripe.

A pesquisa mostrou que o custo per capita da assistência médica passou de R$ 115,50 em 2008 para R$ 144,05 no ano passado. Além disso, os dados mostraram que todas as 205 empresas entrevistadas oferecem a modalidade aos colaboradores ativos, enquanto 27% oferecem aos já aposentados.

 

Na atividade
Para os profissionais que ainda estão ativos, 62% têm acesso ao plano básico E, que possui acomodação em quarto coletivo e acesso a uma rede credenciada básica, enquanto 8% têm acesso ao plano básico A, com acomodação privativa e rede credenciada básica.

 

Outros 24% têm um plano intermediário, que possui acomodação em apartamento privativo, acesso à rede credenciada nacional e a alguns hospitais de padrão diferenciado, além de reembolso de até três vezes o valor da tabela de referência.

Apenas 6% dos colaboradores com assistência médica têm o plano executivo, que permite acesso a hospitais top e ainda reembolso de mais de três vezes o valor da tabela de referência.

Quando o profissional participa do pagamento do plano, o percentual assumido pela empresa é de 87% no plano básico E, 80% no plano básico A, 88% no plano intermediário e 89% no plano executivo.

 

Aos aposentados
Os dados mostraram que, entre as empresas que oferecem plano de saúde aos aposentados, em 48% dos casos, é em função da Lei 9.656/98, que diz que, quando o profissional contribui para o plano, ele deve ter a opção de se manter nele ao aposentar, arcando com seu pagamento integral.

 

Outras 40% das empresas oferecem por uma política de benefícios, mas também por obrigatoriedade da lei, enquanto 12% afirmaram que oferecem a assistência médica aos aposentados por uma política de benefícios, resquício da década de 1970, quando os benefícios representavam apenas 2% da folha de pagamento, sendo que hoje chegam a 15%, de acordo com o consultor sênior da Mercer, Francisco Bruno.

“Em 2009, saíram R$ 40 bilhões das empresas para o setor de saúde, quase o valor do SUS para atender os brasileiros. Vai chegar um momento em que as empresas não vão ter mais dinheiro para arcar com isso”, disse Bruno.

Fonte: InfoMoney - 07/05/2010

Associado SINIGRAF tem mais vantagens PDF Imprimir E-mail

Mais Segurança, custos menores

 

As indústrias gráficas do Sul de Minas agora tem uma condição especial na contratação do seguro de vida para os funcionários, graças a uma parceria entre o Sindicato Intermunicipal das Indústrias Gráficas do Sul de Minas (SINIGRAF), a Mongeral Aegon Seguros e a Uniplanos Consultoria em Benefícios.

 

A partir da análise do perfil das empresas foi desenvolvido um produto específico para os associados que poderão atender as exigências da Convenção Coletiva com a máxima qualidade e em condições especiais.

 

O meio mais eficiente de oferecer uma solução adequada com um atendimento de personalizado para os associados foi contando com uma corretora especializada no ramo de benefícios e uma seguradora com tradição e expertise em seguro de vida.

 

O Consultor de Benefícios, Adriano Carvalho, estará em contato com cada associado com o compromisso de agilizar o processo de contratação para que empresas e funcionários estejam seguros e em acordo com a legislação vigente.

 

Se você desejar saber mais sobre esta parceria pode entrar em contato pelo telefone (35) 3425 2003 ou pelo e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo.

 

 

 

INSS quer recuperar despesas com acidente de trabalho PDF Imprimir E-mail

Procuradoria-Geral Federal já propôs 1.085 ações regressivas contra empresas: INSS quer recuperar o que gastou com acidente de trabalho

 

Não são só as mudanças na legislação do Seguro Acidente do Trabalho (SAT) que estão deixando as empresas apreensivas. Além de terem que arcar com um aumento no valor da contribuição em 2010, elas correm o risco de responder na Justiça por ocorrências com os trabalhadores.

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) colocou um time de 140 procuradores federais em campo só para investigar acidentes e ajuizar ações regressivas para buscar o que foi pago aos segurados. Um total de 1.085 processos está em tramitação. Causas que somam R$ 83,7 milhões.

A nova política de cobrança foi implantada pela Procuradoria-Geral Federal (PGF) - órgão subordinado à Advocacia-Geral da União - em meados do ano passado. Até então, havia apenas iniciativas isoladas em algumas procuradorias locais.

Os processos envolvem pensões por morte, invalidez e auxílio-doença - benefícios que absorverão este ano R$ 12 bilhões dos cofres da Previdência Social. São ajuizados quando há indícios de negligência por parte do empregador.

"Há um procedimento investigatório prévio. Se comprovada a culpa da empresa pelo acidente de trabalho, entramos com a ação regressiva", diz o coordenador-geral de Cobrança e Recuperação de Créditos da PGF, Albert Caravaca.

ACIDENTES DE TRABALHO  - Quantidade de Ocorrências/Brasil

 

2005  -  499.680

2006  -  512.232

2007  -  659.523

2008   - 747.663

 

Fonte: INSS

 

Já foram proferidas 84 sentenças. Deste total, só 12 são desfavoráveis ao INSS. Em 72 casos, os processos foram julgados procedentes (66 ou 78,5% do total) ou parcialmente procedentes (6 ou 7,1% do total).

E muitos deles foram mantidos ou revertidos em segunda instância, segundo Caravaca. Em uma das ocorrências, a Indústria de Bebidas Antarctica do Norte/Nordeste - sucedida pela AmBev - Companhia de Bebidas das Américas - foi condenada a indenizar o INSS pela morte de um trabalhador, supervisor de linha de produção de refrigerantes, ocorrida em setembro de 2001.

Se mantida a decisão, a empresa será obrigada a ressarcir o que já foi pago de pensão à família do empregado e a constituir capital para garantir as futuras prestações. O valor calculado pelo INSS para a causa é de aproximadamente R$ 800 mil.

A juíza da 4ª Vara Federal de Manaus, Marília Gurgel de Paiva e Sales, entendeu, neste caso, que "a não adoção de precauções recomendáveis, se não constitui a causa em si do acidente, evidencia negligência da empresa que, com sua conduta omissiva, deixou de evitar o acidente, sendo responsável pela reparação do dano, inclusive em ação regressiva ajuizada pelo INSS". A AmBev informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que vai recorrer da decisão.

A PGF conseguiu também condenar uma empresa do setor plástico a pagar indenização de aproximadamente R$ 50,7 mil pelas despesas causadas à Previdência Social. Um auxiliar de produção morreu no interior de uma máquina de injeção plástica ao tentar retirar peças que ficaram aprisionadas nos moldes.

A procuradoria argumentou que de acordo com o laudo de investigação não havia um dispositivo de segurança na máquina que impedisse o seu funcionamento após a abertura, faltava a manutenção preventiva dos equipamentos, além da qualificação dos trabalhadores para operação de máquinas perigosas.

As ações regressivas ajuizadas pela PGF estão fundamentadas no artigo 120 da Lei nº 8.213, de 1991, que dispõe sobre os planos de benefícios da Previdência Social. De acordo com o dispositivo, nos casos de negligência quanto às normas de segurança e higiene do trabalho, a Previdência Social deve propor ações regressivas contra os responsáveis. "As ações são uma forma de mostrar às empresas que é mais fácil investir na prevenção de acidentes", afirma o procurador federal Albert Caravaca.

Nas defesas apresentadas, as empresas argumentam que é ilegal exigir um direito de regresso contra quem já paga um seguro - o SAT -, criado para cobrir as despesas da Previdência Social com benefícios.

"É um absurdo. Se as empresas tiverem que financiar os benefícios, é mais fácil acabar com o SAT", diz o advogado Rodrigo Arruda Campos, sócio da área previdenciária do escritório Demarest & Almeida, que defende dez clientes em ações regressivas ajuizadas pelo INSS.

"Quando seu carro está segurado, a companhia seguradora não pode cobrar o conserto dele em caso de acidente. A menos que prove que houve dolo."

Embora não tenha ainda atuado em nenhum caso, o advogado Marcelo Gômara, do escritório TozziniFreire Advogados, tem alertado seus clientes dos riscos com a nova política adotada pelo INSS.

"Tudo indica que virá uma enxurrada de ações", diz. Para ele, o SAT ganha cada vez mais o contorno de um seguro privado. Este ano, o governo reenquadrou as 1.301 atividades econômicas nas alíquotas do SAT - que variam entre 1% e 3% e levam em consideração estatísticas de acidentes de trabalho, gravidade dos acidentes e custos para a Previdência - e criou o Fator Acidentário de Prevenção (FAP).

O mecanismo foi adotado para aumentar ou reduzir as alíquotas do SAT , com base nos índices de cada empresa. O FAP varia de 0,5 a dois pontos percentuais, o que significa que a alíquota de contribuição pode ser reduzida à metade ou dobrar. "É um autêntico seguro. É ilegal cobrar pela cobertura do acidente. É mais uma medida para tentar tampar o buraco da Previdência", afirma Gômara.

Fonte: Valor Econômico – 24.11.2009



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